






A respectiva editora emitiu o seguinte comunicado:
A Antagonista Editora vem por este meio anunciar que celebrou um contrato com o escritor Mário Escoto (na foto), na passada segunda-feira. Foi celebrado um contrato para a edição, em formato extra-colecção de romance individual, da obra Carpe Noctem.
Esta obra será a estreia do autor, já com alguns romances históricos publicados, no campo da literatura fantástica e recupera algumas das personagens do seu livro O Corvo de Wotan.
Trata-se do segundo autor português contratado para a Colecção Мир, e o terceiro autor no âmbito da lusofonia, juntando-se à portuguesa Carla Ribeiro e ao brasileiro Misha’El Yehudá.
Mário Escoto tem já duas obras publicadas, O Batedor (2001) e O Corvo de Wotan (2003), e uma no prelo, Vernária, tendo colaborado em diversos suplementos culturais da imprensa regional minhota. Os seus romances históricos exploram o passado etnográfico romano, galaico e suevo do norte de Portugal
Carpe Noctem é a sua primeira incursão no domínio do fantástico onde recupera, como já referimos, certas personagens do Corvo de Wotan tais como Abracax, Berulfo, Cardamiro o necromante ou Malho. Um romance fantástico, forte, aguerrido, apimentado por belas mulheres-demónio que nos dilaceram enquanto dormimos…
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A mais recente edição da revista literária Os Meus Livros devota três páginas ao autor David Soares, nomeando-o como o “mais importante escritor de Fantástico português da actualidade.” A merecer pelo menos uma vista de olhos.
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Soulless de Garil Carriger foi o primeiro volume da série Parasol Protectorate, com uma capa que auspiciaria um romance lamechas, na melhor das hipóteses. No entanto, as críticas têm apontado tratar-se de uma história dentro do género Steampunk, com vampiros, lobisomens e fantasmas, com espaço para algumas tiradas cómicas. Ainda que não parecesse o meu género de livro, o primeiro da série já cá está. Entretanto, é lançado o segundo volume da série, Changeless. Sobre a série podem espreitar o blog da autora.
Do mesmo autor de Cloud Atlas e Black Swan Green, David Mitchell, será lançado The Thousand Autumns of Jacob de Zoet. Neste romance a história transporta-nos para o Japão de 1799, mais especificamente para Dejima, uma ilha pertencente ao Império Japonês isolado, onde, apesar de guardada, é possível o encontro de pessoas dos dois lados. Jacob de Zoet é um homem que terá viajado em busca de dinheiro suficiente para casar, mas acaba por se apaixonar pela filha de um samurai.
The Mammoth Book of Alternate Histories é uma antologia ao género das da série The Mammoth Book, dedicada a contos e novelas que se enquadrem em História Alternativa.
Entre os autores podemos encontrar Fritz Leiber com Catch That Zeppelin, Paul McAuley com A Very British History, Keith Roberts com Weinachtsabend ou Kim Stanley Robinson com The Lucky Strike. Deixo aqui o link para uma lista completa de conteúdos.
Mais conhecido pelos livros que decorrem na cidade imaginária de Ambergris, de Jeff Vandermeer é agora publicado The Third Bear, uma colectânea dos contos do autor, onde podemos encontrar histórias como The Situation (publicada anteriormente pela PS Publishing) e The Surgeon’s Tale (com Cat Rambo, publicada numa antologia com o mesmo nome).
No blog do autor, Jeff Vandermeer, podem encontrar uma listagem completa das histórias que poderão encontrar em The Third Bear.
De Cherie Priest, a autora de Boneshaker, chega-nos Clementine, pela Subterranean Press, uma história de 200 páginas, que parece enquadrar-se também no género Steampunk. A história centra-se numa espia que terá sido obrigada a desistir da profissão como resultado de um estrondoso sucesso numa missão anterior.
Torna-se assim detective, e o seu primeiro trabalho irá levá-la a bordo de um dirigível controlado por um escravo fugitivo, uma personagem perigosa.
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Com o regresso ao papel e as novidades anunciadas pela Bang neste nº7, decidi entrevistar o novo co-editor da revista. Bem conhecido no fandom e já com experiência de co-edição na fanzine “Nova”, Nuno Fonseca responde a algumas das questões importantes nesta altura. Já recebi este novo número da Bang! e experimentei uma reacção algo mista: por um lado parece ser um número muito bem tratado ao nível gráfico e com conteúdos de qualidade, mas logo no primeiro contacto, ao retirar a revista do envelope, dei de caras com o que considero uma enorme falha. Na capa consta que este número sete é de Fevereiro de 2009 e não de Março de 2010. É uma gralha difícil de não notar…espero que não seja um mau prenúncio. Deixarei aqui no correio a minha crítica a esta nova Bang!, assim que terminar a sua leitura. Por agor podem ler a entrevista ao Nuno:
Que podemos esperar deste novo ciclo da “Bang!”?
Como acontece em todos os novos ciclos, há realidades que continuam e outras que rompem com o que é habitual. Apostámos em autores da casa e em vozes novas; mudámos o aspecto gráfico geral da revista para algo mais apelativo; também abrimos um pouco do nosso leque temático, para incluir áreas de tratamento do fantástico que não nos eram habituais, como o cinema e a banda desenhada. Quisémos no fundo melhorar a qualidade geral e oferecer algo de novo aos nossos leitores, mas que não fugisse ao que os tem mantido connosco. E continuaremos a melhorar – esperem novos conteúdos e o mesmo nível de entusiasmo também para o próximo número.
Quais os pontos fortes deste número sete e quais as diferenças entre este número e os anteriores?
Ficámos contentes com o material disponível e com resultado das nossas escolhas. A revista tem os seus pontos fortes, é certo, mas tentámos suavizar as diferenças de um modo positivo e proactivo. De modo que, por exemplo, a força de cada peça depende sempre da sua companhia com pelo menos uma outra, e em temáticas e estilos diferentes. Temos bons ensaios, boa poesia, boa ficção nacional e estrangeira, terror, FC e fantasia, nomes conhecidos e desconhecidos, autores clássicos e inéditos…até há contribuição de autores vivos e menos vivos; todos acharão algo para gostar nas nossas páginas. No fundo penso que conseguimos produzir um número atraente e interessante, mas nada melhor do que dar a palavra aos leitores quanto a isso.
Porquê a opção de voltar ao papel?
A Bang! é hoje uma publicação de referência. Tém um público dedicado que acarinhamos, e uma ancoragem séria no mercado editorial. Fazia por isso todo o sentido retomar uma experiência em papel. Esperamos essencialmente que agrade aos nossos leitores e que cative outros.
Estão abertos a submissões ou será possivel participar por convite?
A Bang! esteve e está aberta à submissão de qualquer tipo de textos no âmbito do género fantástico, como sempre esteve aliás expresso no site da editora Saída de Emergência. Nem se compreenderia de outra maneira. Procuramos incessantemente por novas vozes e também oferecer um espaço seguro e digno para autores mais conhecidos. A preocupação central é a de oferecer uma boa experiência do fantástico ao público em geral.
Irão realizar uma sessão de lançamento ou de apresentação?
Haverá ocasião para os fãs, amigos e conhecidos terem uma maior proximidade com algumas das pessoas que levam a Bang! às vossas mãos. Podem contar para breve com notícias nesse sentido.
Como poderão os leitores adquirir a revista?
Por enquanto, e durante um curto prazo de forma exclusiva, optámos por possibilitar a compra apenas através do site da editora. A Saída de Emergência oferece assim aos seus leitores uma experiência nova, arrojada, que pretende ultrapassar as barreiras da virtualidade. Era algo que tinhamos na mesa faz tempo, e que agora foi possivel concretizar. A edição tem uma tiragem limitada, pelo que aqueles que quiserem optar por uma revista atractiva e cheia de doses de fantástico, com nomes que vão de Matheson a Barreiros, Tennyson a David Soares, deverão aproveitar agora. Mais tarde haverá uma edição em pdf para download, mas como é obvio, não terá a qualidade de uma edição em papel. Se a experiência correr bem, mais e melhores notícias se seguirão.
Roberto Mendes
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Temos para oferecer em conjunto com a Editorial Presença, dois exemplares do romance de Rafael Loureiro, Ascensão de Arcana, o segundo volume da trilogia Nocturnos.








Publicado há já alguns anos na colecção Dois Mundos pela Livros da Brasil, A Pousada da Jamaica conhece agora nova edição pela Editorial Presença. Publicado em 1936, o livro centra-se em Mary Yellan, uma jovem que, após a morte da mãe, se vê forçada a procurar a tia Patience. Mas a tia já não é a mulher alegre de que se recorda, antes uma sombra assustada, constantemente com medo do marido, Joss. Mary não tem outro remédio senão viver na pousada do tio, um estabelecimento tenebroso, que nunca recebe hóspedes, mas que, reúne, por vezes, no bar, um bando de rufiões chefiados por Joss.
Entre o mau humor do tio, e os ataques de nervos da tia, Mary dá grandes passeios nas planícies que rodeiam a pousada, apaixonando-se pelo irmão mais novo de Joss, Jem, um ladrão de cavalos. Numa noite em que se terá perdido, conhece ainda o vigário albino Francis Davey, com o qual desabafa sobre os estranhos acontecimentos que ocorrem na pousada.
Centrado numa única personagem, A Pousada da Jamaica apresenta-nos uma história simples, com desenrolamentos expectáveis: com a descoberta dos crimes de Joss por Mary, a tensão acumula-se e uma série de personagens são obrigadas a agir. Considero ser este um dos pontos fracos do livro: a linearidade da história, conjuntamente com a falta de personagens palpáveis: Patience desempenha o papel de esposa submissa, sem mente própria; Joss é um rufia estereotipado, que apenas se revela algo mais no final; e Mary, apesar de rebelde, é apenas empurrada pelos acontecimentos, toda a influência que exerce é derivada da presença de uma rapariga jovem, e não das suas acções, acabando por ter um papel passivo no desenrolar dos acontecimentos.
Não se entenda pelos pontos negativos que é uma má história, mas também não a achei excelente. O mais interessante é o que rodeia as personagens, a paisagem descrita, a Cornuália; e a temática na qual se centra a história, os causadores de naufrágios.
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Já se encontra disponível o número 7 da revista Bang! Agora, em formato de papel (A4), poderá ser adquirida por cinco euros através do site da Saída de Emergência, a editora responsável pela sua publicação. A tiragem é limitada a 150 exemplares, mas um mês após o seu lançamento, estará disponível em formato pdf.



